STF marca julgamento de Eduardo e analisa incluir Jair e Flávio no inquérito do golpe
Eduardo julgado em junho. Jair e Flávio na mesa. A expansão é o prato principal.
A Primeira Turma do STF julga Eduardo Bolsonaro em 16 de junho. A ação penal, por coação no curso do processo, é a parte visível. O movimento real está em paralelo: o ministro Alexandre de Moraes analisa, no mesmo despacho de 25 de maio, pedidos para incluir Jair e Flávio Bolsonaro no inquérito da tentativa de golpe, conforme apurou a CNN Brasil.
As petições chegaram por dois lados do arco governista — Lindbergh Farias (PT) e Pastor Henrique Vieira (PSOL). A coincidência é estrutural, não acidental. PT pressiona por um flanco, PSOL valida pelo outro, e Moraes recebe o conjunto como engrenagem. O nexo do requerimento de Lindbergh — que conecta financiamento do filme 'Dark Horse', a atuação de Eduardo nos EUA e suposta campanha por sanções — é frágil como prova. Mas é sólido como operação: transforma o inquérito de golpe doméstico em investigação de 'conspiração familiar internacional'. Flávio percebeu o risco e tentou frear antes da formalização, acionando a suspeição de Moraes. A defesa alega parcialidade do ministro por suposta proximidade com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, conforme reportagem do Intercept Brasil.
Moraes agora escolhe: rejeita a suspeição e avança com a expansão, consolidando a narrativa de parcialidade; ou acata, sinalizando fragilidade do inquérito. A PGR ainda não se manifestou. A próxima rodada é o julgamento de Eduardo no dia 16. Até lá, a variável é se Flávio conseguirá fragilizar Moraes antes que a expansão se torne irreversível.