PT descarta dois palanques em PE; Edinho rebate Wellington Dias
Tensão entre aliados expõe custo da reconfiguração petista para 2026
Redação KADDABRA ·
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, descartou nesta segunda-feira (8) a possibilidade de Lula ter dois palanques em Pernambuco em 2026. Em nota ao Blog Cenário, ele rebateu declarações do ministro Wellington Dias (PT) à jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, que incluía a governadora Raquel Lyra (PSD) como eventual aliada petista no estado. Para Silva, o único palanque de Lula será o do prefeito do Recife e presidente do PSB, João Campos.
O ruído expõe um problema de calibragem entre aliados. Dias, que coordenou a campanha de Lula no Nordeste em 2022, ampliou o leque num momento em que o PT ainda não garantiu o arranjo local. Edinho, ao fechar a porta, ocupou o espaço da decisão e redefiniu o fluxo: a aliança com o PSB é prioritária, e qualquer alternativa é ruído desnecessário. A divergência não é sobre Raquel Lyra — é sobre quem define o tabuleiro em Pernambuco.
Em 2022, Lula apoiou Danilo Cabral (PSB), que perdeu para Raquel no segundo turno. Desde então, o PT tenta reconfigurar alianças para 2026, com Campos ao governo e Raquel buscando reeleição, ambos sem posição pública sobre o apoio petista. O custo de manter duas frentes era alto. Hoje, é baixo — mas só se houver um fiador. Edinho se apresentou como tal. Resta saber se o PSB e o PSD aceitam a função.