PSB mantém candidatura própria em Minas mesmo sem Pacheco; PT perde palanque
Partido não cedeu o estado. A negociação real acontece depois.
Segundo o portal Vero Notícias, o PSB decidiu manter candidatura própria ao governo de Minas Gerais mesmo após Rodrigo Pacheco anunciar que não disputará as eleições de 2026. A executiva estadual definiu quatro pré-candidatos — Jarbas Soares Júnior, Julvan Lacerda, Josué Gomes e Clésio Andrade — e deve anunciar o nome escolhido em julho.
A saída de Pacheco não derrotou o PSB — apenas mudou o tabuleiro. Minas é o segundo maior colégio eleitoral do país, e o partido mantém candidatura própria não por força, mas por cálculo: quem entrega palanque de estado grande perde função sistêmica na rodada. A aritmética é fria — em 2026, quem negocia tem moeda para 2028. Quem entrega, fica passivo. O desenho de quatro pré-candidatos é operacional: evita que um nome seja capturado por negociação externa antes da hora.
O movimento do PT é claro: buscar palanque forte para Lula. A frase oficial trai a lógica — não é sobre apoiar o melhor candidato, é sobre ocupar o estado. Com Pacheco fora, o cenário se abriu. MDB, PSD e Republicanos estão mapeando. O PSB mantendo candidatura própria significa: a negociação acontece depois, em bases mais igualitárias. Quem sai cedo da mesa sai sem nada.