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Petrobras reduz querosene de aviação em 14,2%, mas acumulado do ano é de 54,5%

Alívio no QAV não apaga o fato estrutural: o custo do ano já entrou na cadeia.

Petrobras reduz querosene de aviação em 14,2%, mas acumulado do ano é de 54,5%
Foto: Reprodução / Agenda do Poder

A Petrobras anunciou redução de 14,2% no preço médio do querosene de aviação (QAV) para distribuidoras a partir de 1º de junho. A queda de R$ 0,93 por litro interrompe sequência de altas desde março. Segundo a estatal, o movimento reflete “atenuação do cenário de elevação das cotações internacionais”.

O recuo, porém, é parcial. O QAV acumula alta de 54,5% em 2026 — R$ 1,98 a mais por litro que em dezembro. A redução de junho não reverte o custo incorporado ao longo do ano. Para as companhias aéreas, o alívio é tático e pontual. O peso estrutural do combustível na cadeia de custos permanece elevado.

A Petrobras opera sob contratos mensais com distribuidoras. O valor final ao consumidor ainda depende de logística, tributos e margens regionais. A decisão é funcional: ajuste de preço à variação internacional. O cenário geopolítico no Oriente Médio e a valorização do petróleo seguem como variáveis a calibrar nas próximas rodadas.

A redução existe. O acumulado não some.