Nova Via rompe com Planner, corretora investigada no caso Rioprevidência-Master
Desligamento de 100 funcionários e rompimento de contrato sinalizam calibragem operacional antes da consolidação
O Consórcio Nova Via Mobilidade, que assumiu a operação da Trens RJ no último sábado, rompeu o contrato com a corretora Planner, conforme apurou o TempoRealRJ. A Planner gerenciava fundos de investimento da concessionária e é investigada pela Polícia Federal por intermediar aportes do Rioprevidência no Banco Master. O consórcio afirmou que busca nova instituição financeira para administrar os ativos que suportam a operação ferroviária.
Paralelamente ao rompimento, a Trens RJ demitiu cerca de 100 funcionários, entre maquinistas e profissionais de manutenção. O corte representa menos de 2,5% do quadro total — a empresa afirma que a maior parte dos postos herdados da antiga SuperVia foi mantida. A calibragem ocorre no primeiro ciclo de gestão: o contrato de permissão tem validade de cinco anos, com previsão de investimentos superiores a R$ 600 milhões do governo estadual. A Planner, por sua vez, segue sob escrutínio da PF por movimentações que somam R$ 20 milhões em taxas de corretagem.
O movimento é preventivo. Romper vínculo com corretora sob investigação reduz risco de contaminação institucional antes que a operação precise de novas rodadas de financiamento. A reforma operacional — com cortes enxutos e busca por nova gestora — funciona como blindagem. O custo de manter o contrato, hoje, é maior que o custo de rompê-lo.