Nova delação de Vorcaro depende de Mendonça para avançar
A decisão sobre o ex-banqueiro testa quanto o STF está disposto a iluminar de si
Segundo a CNN, a nova proposta de delação de Daniel Vorcaro foi entregue na última segunda-feira (1º), com adendo na terça (2). PF e PGR avaliam o material. Mas a decisão final cabe ao ministro André Mendonça, do STF. A primeira versão foi rejeitada por ser seletiva — risco baixo para Vorcaro, benefício alto.
A nova versão acrescenta nomes dos Três Poderes: ministros de Lula, do STF e da oposição no Congresso. Não é só mais completa. É estrategicamente rearrajada. Vorcaro perdeu um advogado entre as rodadas. A proposta veio em dois tempos. A pergunta não é se PF aprova. É se Mendonça aceita calibrar o quanto da história sai da sombra.
O STF vai analisar "legalidade, voluntariedade e regularidade". Palavras técnicas. A decisão não é técnica. Porque a mesma proposta pode ser vista como voluntária ou coagida, dependendo de quanto calor político há. Mendonça sente essa temperatura. Se homologa, queima aliados. Se rejeita, vira protetor. Se homologa parcialmente, fica suspeito de seletividade. Quando o árbitro se torna parte do jogo, o jogo deixa de ser sobre os acusados.