França resiste a vice e mira Senado em 2026
Recusa a Haddad não é pessoal. É cálculo de previsibilidade.
Segundo o portal Vero Notícias, o ex-ministro Márcio França (PSB) resiste ao convite do presidente Lula para compor como vice na chapa de Fernando Haddad (PT) ao governo de São Paulo em 2026. A decisão já tem direção conhecida nos bastidores: França quer disputar uma vaga ao Senado.
A recusa não é ruptura. É leitura de tabuleiro. Aliados ouvidos pela reportagem indicam que a candidatura a vice não oferece o mesmo horizonte de autonomia política que um mandato no Senado. França busca previsibilidade de influência sobre a máquina estadual — e o posto de vice, na arquitetura do jogo, ocupa espaço, mas não garante fluxo próprio. A avaliação interna é clara: sem protagonismo no desenho do governo, o cargo se torna blindagem sem motor.
A decisão final, no entanto, ainda depende de negociações sobre espaço em eventual novo governo petista. França disputa peso na base aliada com Simone Tebet e Marina Silva, ambas com trânsito em São Paulo. O impasse expõe a dificuldade crônica de montar chapa majoritária no maior colégio eleitoral do país. Acordo deve se intensificar a partir de 2025, com definição de prazos eleitorais. Até lá, o custo de dizer sim ainda supera o custo de esperar.