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Lula e Flávio enfrentam impasses nos maiores colégios eleitorais

Dois meses da campanha oficial. Nenhum palanque fechado. O custo subiu.

Lula e Flávio enfrentam impasses nos maiores colégios eleitorais
Foto: Reprodução / Vero Notícias

A menos de dois meses do início oficial da campanha, o presidente Lula e o ex-presidente Jair Bolsonaro — representado pelo deputado Flávio Bolsonaro — ainda negociam alianças nos maiores colégios eleitorais do país, conforme apurou o Vero Notícias. Minas Gerais é apontado como o estado mais desafiador para ambos os grupos, mas as indefinições se espalham: Lula em São Paulo, Minas e Pernambuco; Flávio na Bahia, Ceará e Pernambuco.

O dado que a notícia bruta não explicita: dois meses antes do início da campanha oficial, a campanha real deveria estar fechada. Não está. Minas Gerais, estado com 11% do eleitorado e governado por Romeu Zema (Novo), tornou-se o termômetro. Quando um megaestado fica aberto a esta altura, significa que as máquinas locais não foram capturadas — estão à venda, e o preço subiu. Lula enfrenta indefinição em estados onde o PT tem estrutura madura (Minas, São Paulo, Pernambuco). Flávio tenta ocupar espaço onde o bolsonarismo não tem DNA consolidado (Bahia, Ceará). Um perde o que tinha; o outro tenta ganhar o que não tem. Dinâmica diferente, mesmo sintoma: nenhum dos dois blindou o palanque.

Pernambuco é o caso mais revelador: ambos disputam o mesmo estado. Isso não acontece por acaso. O governador João Campos (PSB) flutua entre blocos, e a máquina estadual não tem verticalidade. Quem quer Pernambuco negocia com prefeitura por prefeitura — custo altíssimo, resultado imprevisível. A campanha oficial é ritual. O que funciona ou quebra foi montado até agora. Quem ceder uma Minas cede poder de veto na reta final. Quem ceder um Pernambuco cede movimento. A próxima rodada testará quem consegue manter previsibilidade. E garantidor que precisa negociar semana antes da largada é garantidor que perdeu função.