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Lula confirma presença na cúpula do G7 em junho na França

Mudança de rota no Planalto. O custo era não ir. Hoje, é ir.

Lula confirma presença na cúpula do G7 em junho na França
Foto: Reprodução / Diário Carioca Política

Segundo o Diário Carioca Política, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou nesta quarta-feira (3) sua participação na cúpula do G7, nos dias 15 e 16 de junho, em Evian, na França. O convite partiu do presidente Emmanuel Macron. A decisão reverte sinalização anterior do Palácio do Planalto, que indicava que o presidente não compareceria.

A confirmação foi feita durante reunião ministerial em Brasília. O G7 reúne as maiores economias do Ocidente — Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. Inicialmente, o Planalto sinalizava ausência. A mudança de planos decorreu da avaliação do cenário internacional vigente, que consolidou a decisão de integrar a mesa de negociações em Evian. Lula declarou ser preciso "colocar ordem na casa", sinalizando intenção de exercer protagonismo ativo em mediações multilaterais.

Há, no entanto, leitura que relativiza o alcance do movimento. A participação em fórum restrito como o G7, controlado por potências do Norte Global, é lida como movimento da diplomacia brasileira para influenciar regras de governança internacional. Mas não altera, sozinha, a posição estrutural do Brasil no tabuleiro das nações. O desfecho da incursão diplomática em Evian será medido pelo alcance do peso político que o Brasil projeta em contexto de desordem estrutural no sistema internacional.

A pergunta deixa de ser "Lula vai?" e passa a ser "Lula entrega?". O custo político de não ir era a ausência. O custo de ir é a entrega.