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João Campos critica tarifa dos EUA e acende alerta sobre custo político do discurso

Defesa nacional ou teatro eleitoral? O custo do nacionalismo de fachada.

João Campos critica tarifa dos EUA e acende alerta sobre custo político do discurso
Foto: Reprodução / Vero Notícias

O pré-candidato ao governo de Pernambuco, João Campos (PSB), criticou nas redes sociais a proposta dos EUA de tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. Conforme apurou o Vero Notícias, a declaração ocorre após o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) abrir investigação sobre políticas brasileiras — como a taxação do etanol americano e a lei de tecnologia da informação. Campos afirmou que a medida ameaça empregos e setores estratégicos, e defendeu respeito e diálogo nas relações internacionais.

A crítica é coerente com o sentimento dominante: de fato, a tarifa afeta aço, alumínio e café, com impacto real na economia. O que a leitura dominante deixa de fora, no entanto, é a função política do protesto. Em ano eleitoral, o discurso de soberania contra o 'inimigo externo' é um rito conhecido — gera capital político, mas frequentemente vira camisa de força para o Executivo. Quanto mais alta a temperatura retórica, maior o custo de qualquer concessão futura em negociação. Em 2014, postura agressiva do governo Dilma não reverteu tarifas americanas; só gerou desgaste que exigiu negociação silenciosa depois.

A pergunta que o discurso de Campos não responde é: quando a defesa nacional vira teatro, quem paga a conta são os empregos que ele diz proteger. O sistema funciona. Por enquanto.