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Haddad defende taxa das blusinhas mesmo após revogação

Ex-ministro mantém posição. O mecanismo, porém, já não depende dele.

Haddad defende taxa das blusinhas mesmo após revogação
Foto: Reprodução / Vero Notícias

O ex-ministro Fernando Haddad disse à BBC Brasil que mantém apoio à taxa de 60% sobre compras internacionais de até US$ 50. A declaração vem depois da revogação da medida, em agosto de 2023, após pressão de varejistas e do parlamento.

O argumento é de justiça tributária — lojas físicas não podem pagar mais que plataformas digitais. Haddad cita dados da CNI e lembra que estados já cobram ICMS sobre essas operações. O contraponto, porém, é estrutural: a taxa onera o consumidor final e encarece o comércio eletrônico, base de um setor em expansão. O consenso de que a medida é justa no papel depende de uma premissa que falhou na prática — a de que o governo sustentaria o atrito político.

Hoje, não há registro de nova proposta para retomar a cobrança. O mecanismo que a sustentava — articulação entre Fazenda, varejo e Congresso — perdeu previsibilidade. A questão deixa de ser o mérito da taxa. Passa a ser se o sistema político tem fricção para reabri-la.