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Governo se prepara para cenário extremo de seca e queimadas em 2026

Antes de apagar incêndio, monta a sala e o abrigo jurídico.

Governo se prepara para cenário extremo de seca e queimadas em 2026
Foto: Reprodução / CNN Brasil

Conforme apurou a CNN Brasil, o governo federal trabalha com um cenário extremo de seca e queimadas para o segundo semestre de 2026. Dados do Cemaden indicam 70% de probabilidade de El Niño forte ou muito forte, com formação entre junho e agosto. O período mais crítico, segundo técnicos, deve ser o último trimestre.

O governo não está apenas se preparando para o fenômeno climático — está construindo narrativa de competência técnica antes de um ano crítico. A sala de situação, o aumento de 26% no efetivo de brigadistas (4.385 profissionais) e o reposicionamento do Fundo Amazônia, com R$ 150 milhões aprovados para corpos de bombeiros de seis estados, servem dupla função: mitigar risco real e criar visibilidade institucional. O Ibama prevê instalar seis bases avançadas no Pantanal, Amazônia e Matopiba. O secretário André Lima afirmou que atuarão em áreas prioritárias, como parques nacionais e territórios indígenas.

O detalhe crítico está na articulação de responsabilidade compartilhada. O secretário disse: "Não é o governo federal que vai apagar o fogo do Brasil inteiro". Tradução operacional: a sala de crise monta o abrigo jurídico antes da tempestade. Os R$ 30 milhões destinados a cerca de 30 municípios para equipamento local soam como apoio, mas são blindagem — quando queimar, governo aponta para quem recebeu recurso e não usou. O El Niño vem. Mas a verdadeira batalha que o governo está travando é contra a memória de 2024.