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Governo do Rio anuncia adesão ao Propag até junho

Dívida de R$ 200 bi não deixa escolha. Adesão é rendição administrada.

Governo do Rio anuncia adesão ao Propag até junho
Foto: Reprodução / Vero Notícias

Redação KADDABRA ·

O governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto de Castro, afirmou, conforme apurou o Vero Notícias, que o estado deve aderir ao Propag até o final de junho. A dívida consolidada com a União gira em torno de R$ 200 bilhões. Entre as alternativas em estudo, está o uso de um crédito de R$ 20 bilhões junto à Petrobras para abater parte do montante.

Couto não escolhe o Propag porque é vantajoso. Escolhe porque não tem alternativa viável. O programa reduz o pagamento mensal em troca de prazo estendido e perda de autonomia orçamentária. Para um estado que já opera sob severa restrição fiscal, a adesão é a constatação de um fato consumado: a máquina estadual não sustenta outro ciclo de pagamentos. O governador interino, sem o desgaste de um mandato eletivo, pode admitir publicamente o que um titular evitaria. O movimento ocorre sob neblina de transição, não sob holofote.

O detalhamento de recursos residuais — R$ 1,4 bilhão do RioPrevidência, créditos da Petrobras — sinaliza que o estado vasculhou até os nichos. São migalhas que importam quando se está no fundo do poço. Uma vez dentro do Propag, o Rio entra em regime de tutela federal estendida. A dívida não diminui. Apenas se torna sustentável. É a diferença entre colapso iminente e colapso adiado — sob condições que o estado não escolheu.