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Governo de Araruama implode com rompimento entre prefeita e grupo de Chiquinho

Tapete de sal, microfone aberto e uma herança que não se transferiu.

Governo de Araruama implode com rompimento entre prefeita e grupo de Chiquinho
Foto: Reprodução / Coisas da Política

Conforme apurou o Coisas da Política, a prefeita de Araruama, Daniela Soares, rompeu com o grupo do ex-prefeito Chiquinho da Educação no início de 2025. O racha era de bastidor até Corpus Christi, quando a ex-prefeita Lívia de Chiquinho chamou Daniela de 'traidora' em evento público — ao vivo, sem edição.

O mecanismo é clássico de sucessão municipal com herdeiro inelegível. Daniela foi eleita com o nome 'Daniela de Lívia', ocupando o espaço que o grupo não podia mais preencher. Só que a operadora mudou a função: decidiu governar sem o fiador. 'Tinha uma carreira antes de entrar na política', disse. A frase é a senha do rompimento.

Do outro lado, o grupo enfrenta restrições que explicam a tensão. Chiquinho está inelegível desde 2014 pela Lei da Ficha Limpa e foi proibido de entrar na prefeitura em 2017. Lívia foi declarada inelegível por oito anos após reprovação das contas de 2023 e ainda responde a ações. O custo de manter o controle por procuração subiu até o ponto em que a procuração não aceitou mais ordens.

Desde o racha, Daniela relata movimentos para desgastar seu governo — operação de fogo amigo sobre uma prefeitura que o grupo já tratava como blindagem. O resultado imediato não é disputa ideológica. É guerra por sobrevivência de função.