Governo busca acordo tarifário com EUA em reunião na próxima semana
Brasil não negocia tarifa. Negocia velocidade de capitulação.
Segundo o Brasil de Fato, o governo brasileiro busca intensificar negociações com os Estados Unidos na próxima semana para reduzir o impasse tarifário. Na segunda-feira (1º), o USTR concluiu investigação comercial e propôs tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Na quarta (3), o governo Trump anunciou nova taxa de 12,5% sobre importações de 60 países — incluindo o Brasil — sob justificativa de trabalho forçado.
O governo brasileiro respondeu em menos de 72 horas. O ministro Mauro Vieira e o secretário-executivo Márcio Elias Rosa têm videoconferência marcada com o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer. Na diplomacia, quando um lado começa a falar em 'equilíbrio' e 'preservação de interesses', significa que aceitou a perda e está negociando o tamanho do estrago. A engenharia americana é limpa: duas tarifas em três dias não é confusão administrativa — é sondagem de elasticidade. Brasil negocia uma, a segunda vira moeda de troca.
O ponto sensível na mesa é comércio eletrônico — setor onde o Brasil tem menos defesa estruturada e a tecnologia americana domina. O risco real está no precedente: se Brasil cede agora, a próxima pressão de Trump terá custo menor. Nos bastidores, o Palácio do Planalto fala em 'proteção de setores estratégicos'. A próxima semana não testa se o Brasil cede. Testa quanto cede — e se consegue transformar capitulação em acordo com roupagem de vitória.