Galípolo: Brasil relativamente mais protegido de tarifaço de Trump
Menos integrado aos EUA vira trunfo, não fragilidade.
Segundo a Vero Notícias, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta quarta-feira (3) que o Brasil está relativamente mais protegido dos efeitos do tarifaço imposto pelos Estados Unidos. A declaração ocorreu durante o Fórum de Lisboa.
Galípolo atribuiu a vantagem a três fatores estruturais: menor dependência da economia norte-americana, diversificação de parceiros comerciais e peso do consumo doméstico. Antes da posse de Trump, a leitura corrente era de que países mais integrados aos EUA sairiam na frente. Com as barreiras, inverteu-se: economias menos expostas ao mercado americano passaram a ser vistas como mais protegidas. A guerra comercial entre EUA e China, que acelera volatilidade em emergentes, reforça o cálculo.
Galípolo não apresentou estimativas de impacto no PIB. O BC tampouco sinalizou novas ações de política monetária em resposta ao cenário externo. A vantagem, por ora, é estrutural — e depende de quanto o atrito global se aprofunda antes de atingir o Brasil por outras vias.