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Flávio invoca Bukele e testa oferta eleitoral à direita

Não é proposta de segurança. É calibragem de narrativa para 2026.

Flávio invoca Bukele e testa oferta eleitoral à direita
Foto: Reprodução / Vero Notícias

Redação KADDABRA ·

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) defendeu, durante evento em São Paulo, uma política criminal mais rígida, inspirada no presidente de El Salvador, Nayib Bukele. Segundo o Vero Notícias, ele citou a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelos EUA, e defendeu a construção de novos presídios como eixo de sua proposta. A declaração ocorre em pré-campanha, quando o filho do ex-presidente busca consolidar seu nome como herdeiro político.

Quando Flávio invoca Bukele, não está propondo solução — está testando oferta eleitoral. A citação do terrorismo não é análise, é reposicionamento narrativo: transforma crime comum em ameaça existencial, autorizando medidas que em contexto ordinário seriam contestadas. O timing revela pressão. Ciro, Pacheco e até Lula capturam a narrativa de 'crime está solto'. Diferenciação exige radicalidade. Bukele é a prótese discursiva que promete resultado visível, rápido, sem democracia no meio.

O custo é previsível: vincula o senador a autoritarismo regional numa hora em que o centro-direita tenta se afastar da marca do pai. Flávio calcula, porém, que em 2026, quando votos migram à direita, essa marca é vantagem. A próxima rodada testa se a oferta gruda — a reação de Bolsonaro sênior e o tratamento da mídia dirão quem está navegando o espaço político e quem está apenas fazendo barulho.