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Duas mortes de PMs com fuzil em cinco dias no RJ

Sargento e subtenente mortos com tiro na cabeça. O rito se repete.

Duas mortes de PMs com fuzil em cinco dias no RJ
Foto: Reprodução / CNN Brasil

Conforme apurou a CNN Brasil, o estado do Rio de Janeiro registrou a morte de dois policiais militares em cinco dias, ambos com tiros de fuzil na cabeça. Na manhã desta segunda-feira (1º), o sargento Adriano Pereira de Sousa, 36, foi baleado durante operação na comunidade do Faz Quem Quer, zona Norte. A corporação informou que a ação visava desarticular atividades criminosas e remover barricadas. Adriano foi resgatado de helicóptero, mas chegou morto ao hospital. Ingressou na PM em 2011 e deixou dois filhos.

Cinco dias antes, o subtenente André Luiz Cardoso Eccard, 49, morto na comunidade da Covanca, em Jacarepaguá. Criminosos em moto dispararam contra carro descaracterizado onde ele e outros três policiais estavam. Eccard era veterano desde 2000. As duas ocorrências seguem sob investigação sem suspeitos presos.

O intervalo curto e o padrão — tiro de fuzil, cabeça, operação em comunidade — revelam menos sobre os executores e mais sobre a arquitetura que sustenta a letalidade. Não é o evento que surpreende. É a previsibilidade com que o rito se repete.