Dólar abre estável após tarifaço dos EUA; real mantém resiliência
Nova rodada de tarifas não altera cotação. Ainda.
O dólar abriu esta quarta-feira (3) próximo da estabilidade, com leve alta de 0,07%, cotado a R$ 5,018, segundo a Vero Notícias. O movimento ocorre após novo pacote de tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros — medida que, em tese, deveria pressionar o real.
Não pressionou. Pelo menos não nesta rodada. A cotação oscilou dentro da margem de ruído diário, enquanto o mercado digeriu o tarifaço sem grande reação. No acumulado de 2026, o dólar recua 8,74% frente ao real — número que sugere que o câmbio brasileiro vem operando com blindagem própria, independentemente dos ruídos bilaterais.
O que explica a estabilidade? O cenário externo oferece pistas: investidores monitoram as negociações entre EUA e Irã, que mantêm o petróleo volátil e desviam a atenção das tarifas. O real se beneficia do fluxo de commodities e da taxa de juros doméstica ainda alta. Até o momento, o novo tarifaço funciona como ruído, não como choque.
A questão deixa de ser "o que os EUA vão taxar" e passa a ser "o que o Brasil vai fazer em resposta". O governo ainda não se manifestou publicamente. A próxima rodada é a reação oficial. Até lá, a cotação opera por inércia — e inércia, em câmbio, dura até o primeiro comunicado.