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Críticas à 30ª Parada LGBT de SP por pautas políticas e infantis

Parada sempre foi política. A questão é a quem incomoda agora.

Críticas à 30ª Parada LGBT de SP por pautas políticas e infantis
Foto: Reprodução / Revista Oeste

Redação KADDABRA ·

Segundo reportagem da Revista Oeste, a 30ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, realizada em 7 de julho na Avenida Paulista, gerou críticas de parlamentares de direita pela defesa da existência de crianças transgênero e pelo tom político do evento. O deputado estadual Paulo Mansur (PL-SP) classificou o conteúdo como inadequado para menores; vereadores Rubinho Nunes e Adrilles Jorge (União Brasil) apontaram desvio para pautas partidárias. A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) rebateu, afirmando que tentativas de cerceamento falharão.

Há consenso entre os críticos: a parada teria perdido a neutralidade. O argumento depende de uma premissa — que o evento algum dia foi apolítico. A história mostra o contrário. A primeira Parada no Brasil, em 1997, foi convocada contra violência homofóbica e discriminação institucional. O que mudou foi o escopo: hoje incorpora pautas trabalhistas e críticas a governos, refletindo a integração entre movimentos sociais e partidos de esquerda pós-2013.

A crítica acerta um ponto: a exposição de crianças a debates que a sociedade ainda não processou coletivamente é questão legítima. O tema das crianças trans divide até dentro da comunidade LGBT. A ausência de um debate público maduro enfraquece os dois lados. A pergunta não é se a parada é política — sempre foi. É se conseguirá dialogar com famílias que desconfiam da militância escolar, ou se seguirá ampliando pautas até colidir com o eleitor mediano que apoia direitos civis, mas não o conteúdo partidário explícito.