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CPI do Banco Master atinge 71% de adesão, mas depende de Alcolumbre

423 assinaturas. Zero poder. O rito está capturado.

CPI do Banco Master atinge 71% de adesão, mas depende de Alcolumbre
Foto: Reprodução / CNN Brasil

Segundo levantamento da CNN, oito requerimentos para investigar o Banco Master já somam 423 assinaturas no Congresso — 71% do Parlamento, com folga sobre o mínimo de 27 exigido no Senado, onde 79% dos senadores aderiram. O número impressiona. Mas não move.

A instalação da CPI depende unicamente de Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Congresso, que já disse repetidamente que a pauta é decisão pessoal. Em sessão recente, ele se desculpou: "Milhares de prefeitos precisam de um gesto do Congresso. Peço compreensão". O gesto de Alcolumbre não foi abrir — foi travar, com cortesia. Ele transformou 71% de vontade coletiva em 100% de impotência, e o Parlamento aceitou. A performance de assinatura virou álibi: deputados e senadores assinaram, a população viu, e ninguém precisa explicar por que a investigação não começa. A pergunta que o Congresso não faz em público é: de quem Alcolumbre recebeu a instrução para segurar o rito?

Os 423 signatários criaram a ilusão de força distribuída. O sistema informou o oposto: maioria não é poder. Obediência é. Enquanto Alcolumbre decidir sozinho, a CPI do Master segue sendo um número — não uma investigação. A próxima rodada não é de novas assinaturas. É de resistência para ver se o rito volta a funcionar ou se a captura se consolida.