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Corregedoria da PM investiga quatro mortes de motociclistas em sete dias no Rio

Entregador, pedreiros, motociclista. Mesmo padrão, mesmas justificativas.

Corregedoria da PM investiga quatro mortes de motociclistas em sete dias no Rio
Foto: Reprodução / Agenda do Poder

Em sete dias, quatro motociclistas foram mortos em ações de policiais militares em serviço no Rio de Janeiro. A Corregedoria da PM investiga todos os casos. Entre as vítimas, um entregador de 26 anos, dois pedreiros e um motociclista. Os policiais envolvidos foram afastados das funções operacionais.

O padrão se repete. Segundo apurou o Agenda do Poder, no episódio mais recente, em São Gonçalo, o entregador Eduardo de Castro Ornellas correu de uma abordagem. Imagens de segurança mostram um policial atirando. Em depoimento, o agente afirmou ter confundido um celular preso à cintura do rapaz com uma arma. Na Ilha do Governador, Lucas Rodrigues Rocha foi morto em operação de inteligência da PM. Nenhum dos policiais usava câmera corporal. Um deles disse ter perdido o equipamento em tiroteio anterior.

Os outros dois casos são dos pedreiros Marcelo da Cruz Silva e Edivan Felipe de Assis. Mortos no Jardim Catarina, também em São Gonçalo, ao sair para o trabalho. Testemunhas negam armas. A versão dos policiais à Delegacia de Homicídios: confundiram um tripé de obra com um fuzil. Três foram retirados do patrulhamento.

O custo de um erro operacional no Rio não é a investigação. É a vida.