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Chefe da PF cobra reciprocidade dos EUA após classificação de facções como terroristas

Rodrigues cita apreensão de armas no Rio para sinalizar que parceria precisa equilibrar fluxo de informações.

Chefe da PF cobra reciprocidade dos EUA após classificação de facções como terroristas
Foto: Reprodução / Vero Notícias

Segundo a Folha de São Paulo, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou que a cooperação com os Estados Unidos na segurança pública precisa funçonar como via de mão dupla. A declaração ocorre após o governo americano classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas — medida que permite ao Tesouro dos EUA bloquear ativos e proibir transações financeiras das facções.

Rodrigues destacou que a parceria já produziu operações conjuntas e apreensões viabilizadas por compartilhamento de informações. Mas usou um exemplo para calibrar a expectativa: a maior apreensão de armas da PF, no Aeroporto do Rio, com armamento vindo dos EUA. A fala sugere cobrança por equilíbrio — se os americanos abrem uma nova frente financeira contra PCC e CV, a PF espera que isso se traduza em mais dados de inteligência sobre as operações logísticas dos grupos.

A classificação americana, anunciada em fevereiro, amplia o ferramental contra as facções. Mas a eficácia da medida depende menos do selo de terrorista e mais do que vem depois: o fluxo real de informação entre as agências. A calibragem, agora, é de custo-benefício.