📨 Em breve: a newsletter semanal do kdb
kdbnoticias

Parada LGBT+ em SP aposta no voto enquanto patrocínio murcha

Queda de 60% na receita levanta dúvida que o tema não enfrenta: o palco encolheu ou aparelhou?

Parada LGBT+ em SP aposta no voto enquanto patrocínio murcha
Foto: Reprodução / Carta Capital

Segundo a Carta Capital, a 30ª Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo ocorre neste domingo 7 na Avenida Paulista, com o tema "30 Anos Parada SP: A rua convoca, a urna confirma". A edição reúne 14 trios elétricos — contra 17 no ano passado e 19 em 2023. Organizadores relatam redução de 60% na receita com patrocinadores.

O tema deste ano tenta conectar a potência histórica do evento à eleição legislativa. A Convocatória é honesta com a trajetória: união estável passou pela Paulista antes de chegar ao STF, criminalização da LGBTfobia também. O diretor Matheus Emílio Pereira da Silva lembra com razão que os direitos entraram pela avenida antes de virar jurisprudência. O salto agora é eleitoral — e a pergunta que o tema não enfrenta é se o instrumento para fazer essa ponte ainda tem combustível.

O mercado que reduziu verba para a maior parada do mundo manteve investimentos no Carnaval de rua e no Rock in Rio — eventos sem pauta política declarada. Se o patrocínio cai, o palco encolhe. E palco menor significa menos visibilidade para a pauta que se quer levar às urnas. A dúvida não é sobre a honestidade do apelo ao voto, mas sobre a sustentabilidade do instrumento que gera o apelo.

Não há dado fechado para saber se a queda de patrocínio é acidental ou estrutural. Vale acompanhar as planilhas da APOLGBT-SP em 2026. Se o fluxo de caixa não se recuperar, o problema da pauta LGBT+ no Legislativo não será de voto — será de volume de voz.